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    quarta-feira, 26 de abril de 2017

    As próximas jogadas reformistas de Temer


    Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
    Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

    No Brasil Capimunista-rentista, sob hegemonia do Crime Institucionalizado, em que a maioria esmagadora da politicagem é eleita através da compra de votos patrocinada pela pelo caixa dois da corrupção com dinheiro público, fica fácil compreender a fórmula nada mágica para conquistar, se manter e ampliar o poder no “troninho ococlástico” do Palácio do Planalto. O fundamental é negociar e evitar tensões com o Congresso, formando uma base cinicamente pragmática. Dilma Rousseff foi golpeada (levando o godfather $talinácio junto) porque, além de incompetente e radicalóide, não soube gerenciar este sistema. Michel Temer mostra que sabe...

    Embora siga impopular – porque sua imagem é identificada como a de um “parceiro-traidor” do desgoverno Dilma -, Temer aparentemente segue bem sucedido na relação acomodada com o Congresso Nacional. Os objetivos reformistas do maridão da bela Marcela vão se tornando realidade. Mais rápido que o esperado – porque a politicagem tem pressa para sobreviver em tempos de Lava Jato -, Temer consegue aprovar, do jeito que dá, suas principais “reformas”: a das leis trabalhistas e a da Previdência Social. A primeira em ritmo acelerado. A segunda ainda vai render muita polêmica, pois mexe com grandes interesses corporativos arraigados no setor público.

    Estrategicamente, a trabalhista é a mais importante para os grupos econômicos que sustentam Michel Temer. Motivo simples: as mudanças atacam o sistema de financiamento da velha máquina sindical que sustenta a petelândia e afins. O objetivo principal nesta “guerra particular” parece próximo de ser atingido: acabar com o famigerado Imposto Sindical. Realmente, não é justo obrigar o trabalhador a descontar um dia trabalhado por ano em favor de um sindicato que, na realidade prática, nem sempre lhe bem representa. Esta regra vai passando fácil na tramitação da reforma trabalhista no Congresso.

    Os sindicalistas de resultado da petelândia alopram porque o plano “temerário” tem lances simbólicos de marketing. Ontem, em reunião histórica, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo resolvei apoiar o fim da “Contribuição Sindical” compulsória. A Diretoria e os presidentes e delegados de sindicatos que compõem a Fiesp aprovaram por unanimidade que as entidades abram mão dessa receita “em nome da crença em um país mais eficiente e moderno”.

    Um comunicado assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aquele da campanha do “patinho Amarelo”, destacou: “Ao tomar essa decisão, a Fiesp se mostra coerente com sua luta contra tantos impostos, burocracia, paternalismo e Estado cartorial. O Brasil vive um momento que pede mudanças, para a construção de instituições e relações mais modernas. A hora é de meritocracia. A Fiesp mantém a coerência mesmo quando isso significa a redução de sua própria arrecadação”.
    O Alerta Total já antecipou na segunda edição de ontem: Depois de aprovar as reformas trabalhista e da previdência, os estrategistas de Temer já articulam uma “surpresa” para 2018. O Presidente pretende liderar uma campanha em defesa de uma Assembléia Constituinte para reformular pontos obscuros da confusa Carta de 1988.

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