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    quarta-feira, 31 de maio de 2017

    Artistas excluem partidos e sindicatos de ato na Paulista

    Atores Osmar Prado, Daniel de Oliveira, Sophie Charlotte, Gregorio Duvivier, Maria Casadevall, Antonio Pitanga, Benvindo Siqueira, Humberto Carrão e Cristina Pereira em ato no Rio
    Atores Osmar Prado, Daniel de Oliveira, Sophie Charlotte, Gregorio Duvivier, Maria Casadevall, Antonio Pitanga, Benvindo Siqueira, Humberto Carrão e Cristina Pereira em ato no Rio (Mídia Ninja)
    No rastro da manifestação que reuniu milhares de pessoas na Praia de Copacabana, no Rio, no domingo passado, artistas, produtores, ativistas e blocos de carnaval de São Paulo marcaram para domingo, 4, um ato pela saída do presidente Michel Temer e pela realização de eleições diretas. Ao contrário de eventos anteriores, o ato dos artistas não terá a participação de partidos políticos e sindicatos na organização.

    Segundo os organizadores, a ideia é fazer um movimento independente de partidos para ampliar o leque de apoio.

    "Não temos a intenção de excluir ninguém. Temos o máximo respeito pelas lutas históricas de cada segmento, mas achamos importante termos também a chance de fazer um evento com todos que queiram participar, puxado pelas diversas expressões culturais. Achamos que é uma forma de agregar, ampliar e mostrar a quantidade de gente que quer diretas-já", diz o produtor cultural Alexandre Youssef, presidente do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta.

    O ato está marcado, em princípio, para acontecer na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, corredor cultural da cidade, para reforçar a identidade com o caráter artístico da manifestação.

    Além de aproximadamente 40 blocos de carnaval, estão previstas apresentações de Mano Brown, Criolo, Emicida, Tulipa Ruiz, Otto, Maria Gadú, entre outros. Artistas das áreas do cinema, teatro e literatura também serão convidados.

    "Mas não é uma micareta, não. É um ato político", avisa o produtor musical Daniel Ganjaman, que também participa da organização do evento.

    Aparelhamento

    Além de abrir o leque de participantes para a parcela da população que rejeita partidos de esquerda, a decisão de fazer o ato de forma independente tem o objetivo de evitar o aparelhamento do protesto. "A manifestação não pode ser apropriada por partido nenhum. A música quer esse papel", diz o empresário da noite Facundo Guerra.

    No ato do Rio, na semana passada, organizado pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, sindicatos e partidos tiveram de tirar suas bandeiras e balões da frente do palco. Até então, as frentes haviam organizado todas as grandes manifestações de rua contra Temer, mas os artistas independentes tiveram papel importante no #OcupaMinc.

    "Acho legítimo que os artistas tomem iniciativa. Atraem um público que não é necessariamente o dos movimentos. Vamos tentar dialogar para fazer com o máximo de unidade possível", diz Guilherme Boulos, da Frente Povo Sem Medo.

    Agência Estado

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