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    quarta-feira, 16 de agosto de 2017

    Documento sigiloso da Secretaria de Segurança revela que Rio tem 843 áreas dominadas por bandos armados


    Rafael Soares /EXTRA
    O EXTRA teve acesso ao teor de um documento classificado como sigiloso pela Secretaria de Segurança do Rio, que só poderá ser tornado público, no mínimo, em 2021. A preocupação em esconder a informação tem explicação: é a primeira vez que o estado quantifica e mapeia as áreas que estão sob o controle de grupos armados. E o número de territórios onde a Constituição brasileira não vale nada é alarmante: 843.
    Para se ter uma ideia do tamanho do problema, só as dez regiões mais violentas somam uma área de 23km quadrados. Maior do que o município de Nilópolis, que tem 19km quadrados.
    Chamadas de “territórios controlados ilegalmente”, as regiões não englobam somente favelas, mas também conjuntos habitacionais, imóveis específicos e até algumas vias urbanizadas.
    O mapeamento foi feito entre os anos de 2015 e 2016 por analistas do Instituto de Segurança Pública (ISP), com base em informações levantadas pela Polícia Militar, Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) e Disque-Denúncia.
    UPPs em seis das dez áreas mais violentas
    Diversas áreas que o estado já considerou “pacificadas” estão na lista de territórios dominados por grupos armados mapeadas pela Secretaria de Segurança. E são maioria no ranking das localidades mais violentas. Das dez áreas com mais vítimas de homicídios, latrocínios (roubos seguidos de mortes), lesões corporais seguidas de mortes e autos de resistência — em suas formas consumadas e tentadas —, seis abrigam bases de UPPs.
    A área que encabeça a lista, com mais de 70 vítimas em 2016, é a Cidade de Deus, na Zona Oeste, que tem uma UPP desde 2009. A Mangueirinha — única comunidade fora da capital com uma unidade, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense — ocupa a segunda posição, com 50 vítimas. Também aparecem na lista o Complexo do Alemão, a Mangueira e o Jacarezinho, na Zona Norte, e a Vila Kennedy, na Zona Oeste.
    No estudo, o pesquisador também calcula as mortes violentas que ocorreram num perímetro de até 100m fora das 843 áreas. Segundo Gonçalves, esses territórios também sofrem influência de grupos armados. Contabilizando os crimes dessas regiões, o número de assassinatos salta de 1.023 para 1.628.
    https://extra.globo.com

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