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    domingo, 10 de setembro de 2017

    Após fechar berçários, TJDFT avalia cortar carros oficiais de juízes


    A crise econômica bateu às portas do Judiciário brasiliense. Com o prato da balança pendendo para as despesas, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) lançou mão de uma ofensiva para conter gastos. Primeiro, decidiu fazer cortes “supérfluos”: começou suspendendo os lanchinhos que eram servidos à tarde para os magistrados e o serviço de lavanderia para itens como toalhas colocadas nos banheiros de juízes e desembargadores.

    Depois, reduziu o total de veículos à disposição da cúpula do tribunal: se antes cada magistrado contava com um, desde o fim de 2016, os togados passaram a compartilhar automóveis — ainda assim, o número proporcional de veículos é alto em comparação a outros tribunais. Agora, os cortes afetam os demais servidores do órgão. Após votação dos desembargadores, o TJDFT decidiu fechar as portas de dois berçários que atendiam filhos de funcionários, um em Taguatinga e outro no Plano Piloto. A novidade em discussão atualmente é acabar, em definitivo, com a oferta de carros oficiais para seus julgadores.

    Apesar dos esforços para reduzir gastos, a partir do corte de bens e serviços, as cifras despendidas pelo tribunal com seus magistrados permanecem altas. O TJDFT está entre os três tribunais de médio porte do país que mais gastam por mês com juízes, no âmbito da Justiça Estadual, de acordo com o relatório Justiça em Números 2017.
    Segundo o estudo, divulgado na última segunda-feira (4/9) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que os mais de 380 julgadores do DF realizem seu trabalho, o erário da capital arcou no ano passado, mensalmente, com o custo de R$ 55,1 mil por magistrado.

    Carentes de berçário
    O fechamento dos berçários de Brasília e Taguatinga repercutiu negativamente entre os servidores do TJDFT. O primeiro a sofrer com as medidas de adequação orçamentária do tribunal foi o Berçário Nossa Senhora Aparecida, que funcionava desde 2011 no Fórum de Taguatinga. O local fechou as portas no começo do ano, por ordem da presidência da Corte, seguindo o plano de redução de gastos.

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