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    segunda-feira, 30 de outubro de 2017

    Papa Francisco é um dos homens mais odiados do mundo, diz The Guardian

    Humildade e simpatia de Francisco encantaram o mundo, mas setores conservadores não querem mudanças na Igreja.
    Humildade e simpatia de Francisco encantaram o mundo, mas setores conservadores não querem mudanças na Igreja. (Buda Mendes/Getty Images/AFP Photo)
    Em uma grande reportagem publicada pelo jornal The  Guardian, o repórter Andrew Brown investiga os bastidores do Vaticano,  repletos de críticas, medos e muita inveja. No centro de tudo, um papa  diferente: Jorge Bergoglio.
    No texto, jornal diz que o papa Francisco é um dos homens mais odiados do mundo hoje.  Não por ateus, protestantes ou muçulmanos. Mas por alguns de seus  próprios seguidores.
    Francisco vem revolucionando e conquistando o mundo. Primeiro papa  sul-americano e jesuíta. Inovou enxugando o número de funcionários do  Vaticano, apareceu dirigindo um Fiat e carregou as próprias malas. Lavou pés de refugiados. Sobre os homossexuais, ele disse: “Quem sou eu para julgar?”.
    Novidades demais para uma religião tão afeita a tradições e dogmas. Os conservadores o odeiam, como já indicava a correspondente da RFI Brasil em Roma.  Como admitiu um religioso ao jornalista do Guardian: “Estamos  aguardando ansiosamente a sua morte. É impublicável o que conversamos  entre nós. Os cardeais se reúnem e comentam como Bergoglio é odioso. É  um Calígula, se tivesse um cavalo, faria dele um cardeal”. O termo  heresia é frequente nesses encontros.
    Divórcio e homossexualismo
    Andrew Brown lembra que a crise atual é a mais séria desde a cisão  dos anos 1960, quando um pequeno grupo de extremistas conservadores,  liderados pelo arcebispo francês Marcel Lefrebvre, se afastou da Igreja.  Um arcebispo do Kazaquistão, diz que a visão de Francisco sobre  divórcio – o papa é a favor da comunhão para divorciados – e o  homossexualismo são como “a fumaça de Satã” invadindo o catolicismo.
    “A Igreja Católica passou a maior parte do século passado lutando  contra a revolução sexual, contra a democracia do século 19”, lembra o  jornalista, “defendendo uma causa impossível de absolutismo, onde todo o  tipo de contracepção artificial é proibida, assim como o sexo fora de  um casamento para a vida toda”.
    A extensa reportagem analisa a crise da religiosidade e do  catolicismo, fortemente abalado pelos escândalos financeiros e de  pedofilia. O papa ousa, mas também sofre com as pressões, avalia o  texto. Para que as mudanças trazidas por Francisco sejam duráveis, a  igreja precisa aceitá-las, acredita o autor. Bergoglio já tem 80 anos,  lembra Brown. “O futuro da Igreja Católica depende do próximo papa”,  conclui.

    Rádio França Internacional (RFI), 28/10/2017

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