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    quinta-feira, 2 de novembro de 2017

    Começou (cedo) a enganação eleitoral

    CASCATEAR Lula prometeu referendo para revogar medidas de Temer. Mas Constituição 
    Luiz Inácio Lula da Silva
    O que disse“A gente não quer que esse País se desenvolva para o sr. Joesley ficar milionário, mas para o povo viver melhor”.
    O que é na realidadeFoi no governo Lula que a JBS conseguiu financiamentos bilionários do BNDES e, em dez anos, elevou seu faturamento de R$ 4 bilhões para R$ 170 bilhões.
    O que disse“As pessoas se sentiram traídas porque aquilo não era o que a gente tinha prometido na campanha”.
    O que é na realidadeEm 2014, para garantir a reeleição de Dilma, o PT iludiu os eleitores ao dizer que não havia o que mudar na economia, mas já se sabia, na época, que seria necessário um forte ajuste fiscal.
    O que disse“Nós aprendemos a não ter ódio, pois quem tem ódio tem azia”.
    O que é na realidadeLula ataca investigadores da Lava Jato e o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara de Curitiba, sempre que tem oportunidade. Chegou a chamá-los de “canalhas”. Além disso, é o criador do discurso do “nós contra eles”.
    Lula dá nó em pingo d’água. Em entrevista ao jornal espanhol ‘El Mundo’, ele admitiu que o PT enganou os eleitores na campanha de 2014, quando Dilma Rousseff foi reeleita. Na ocasião, o governo estava farto de saber que o Brasil enfrentava dificuldades que exigiam uma forte freada de arrumação na economia
    O preço inevitável do ajuste fiscal seria o mergulho na recessão. Mas, para garantir a vitória nas urnas, o PT, Lula e Dilma esconderam dos eleitores a gravidade da situação. Diziam que estava tudo sob absoluto controle. “O País é estável, economicamente forte. O Brasil vai bombar”, insistiu Dilma, durante a campanha.
    Apesar dos desmentidos oficiais, havia um cheiro de desastre no ar. Dilma derrotou Aécio Neves, mas por margem estreitíssima. Assim que reempossada, fez exatamente o que havia negado de pés juntos: um ajuste fiscal duro e conservador.
    Lula nunca comentou a guinada de sua dileta discípula. Mas agora se aproxima a hora de pedir votos e ele decidiu entregar a cabeça de Dilma. “As pessoas se sentiram traídas porque aquilo não era o que a gente tinha prometido na campanha”, disse ao “El Mundo”. Faltou dizer a verdade: que o ajuste fiscal foi necessário para conter o desarranjo das contas públicas legado por Lula ao País, como consequência das desonerações e dos subsídios para empresários. Foi, portanto, mais uma mentira conveniente do petista.
    Além de tentar se desvencilhar de Dilma, o ex-presidente faz o possível para passar uma imagem mais moderada. Em outubro, afirmou que “aprendeu a não ter ódio, pois quem tem ódio tem azia”. Sabe-se, porém, que ele não poupa ataques ao juiz Sérgio Moro e aos investigadores da Lava Jato. “Nenhum canalha teve coragem de apontar nada de errado que eu fiz”, disse Lula, em João Pessoa.

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