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    quinta-feira, 2 de novembro de 2017

    CUIDADO COM ELES FALSA PROMESA

    FREIO DE ARRUMAÇÃO Candidato tem se esforçado em transmitir uma imagem menos 
    Jair Bolsonaro
    O que disseAo criticar a reforma da Previdência, defendeu “exposição maior dos bancos em vez de tirar o sangue dos aposentados” e questionou onde estaria “o sacrifício do sistema financeiro”.
    O que é na realidade
    No governo Dilma, foi o único deputado do PP a votar contra o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para bancos.
    O que disse
    “No projeto da terceirização, eu me abstive por que entendo os pontos dos dois lados e qualquer que fosse meu voto, eu levaria porrada”.
    O que é na realidadeEm pré-campanha, Bolsonaro preferiu não correr risco e ficou em cima do muro.
    O que disse
    “Minha briga nunca foi contra o homossexual”.
    O que é na realidadeÉ autor de frases polêmicas contra a comunidade LGBT. Exemplos: “Se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater”, em 2002; “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, e já muda o comportamento”, em 2010; e “Ninguém gosta de homossexual, apenas suporta”, em 2011.
    Moderando o discurso
    O deputado Jair Bolsonaro, como se sabe, não mede palavras. É o rei da polêmica e pouco se importa em ser coerente. Ao criticar o projeto de reforma da Previdência do governo Temer, Bolsonaro defendeu, em entrevista ao “Valor Econômico”, uma “exposição maior dos bancos em vez de tirar o sangue dos aposentados”. E perguntou onde estaria “o sacrifício do sistema financeiro”.
    Incorreu em flagrante contradição com suas posições durante o governo Dilma. Na época, ele foi o único deputado de seu antigo partido, o PP, a votar contra o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para os bancos. Agora, ele defende o aumento da arrecadação em cima das instituições financeiras. Bolsonaro também surpreendeu durante a votação do projeto que ampliou a terceirização às atividades fins das empresas.
    Explicou que viu pontos positivos nos argumentos dos que atacavam e dos que defendiam a medida e preferiu se abster. Ou seja, para não se desgastar politicamente, lavou as mãos. Se negou fogo na terceirização por temer a perda de votos, Bolsonaro também tem recuado em seu tradicional combate aos direitos da comunidade LGBT.
    Em evento político recente, ele chegou a dizer que sua “briga nunca foi contra o homossexual”. O problema é que, ao longo de sete mandatos na Câmara, ele coleciona frases violentíssimas contra os gays. Eis exemplos: “Se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater”, em 2002; “ Filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, e já muda”, em 2010; e “Ninguém gosta de homossexual, apenas suporta”, em 2011.
    Em entrevista à BBC no último dia 18, Marina Silva incorreu no mesmo pecado de seus adversários, ao cometer um evidente exagero. Ela afirmou que a Rede, o partido criado por ela em 2015, é o único a defender abertamente a Lava Jato. “Eu sempre defendi a Lava Jato, como eles não defendem, preferem dizer que não é um posicionamento”, disse Marina. Porém, há outras legendas que defendem a operação.
    Na mesma entrevista, ela explicou que “não se pode concorrer à eleição para um país como o Brasil sem apresentar um programa de governo, sem dizer o que se vai fazer para a saúde, a educação, segurança pública, infraestrutura, proteção do meio ambiente”. Acontece que uma das críticas às duas campanhas de Marina à Presidência foi justamente a falta de objetividade e de embasamento técnico de seus programas de governo.
    Há, ainda, contradição no discurso de Marina no que diz respeito às articulações visando o pleito de 2018. Ela tem negado encontros com figuras do meio jurídico para compor a chapa da Rede. Disse que se reuniu com o ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto, uma única vez para discutir uma decisão do Supremo que não fui cumprida pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros. Porém, o próprio Ayres Britto declarou publicamente ter conversado, mais de uma vez, com Marina Silva – “uma querida amiga”.
    Ao tentar engabelar a população, os candidatos lançam mão, de novo, do velho e surrado “estelionato eleitoral”. O termo surgiu após as eleições gerais de 1986, no governo José Sarney. Na época, para garantir a eleição do maior número possível de governadores, o governo iludiu a população brasileira ao dizer que o Plano Cruzado funcionava bem. Na verdade, o governo já preparava ajustes, mas adiou as mudanças para depois do pleito.
    Deu certo: o PMDB de Sarney elegeu 22 de 23 governadores e conquistou a maior bancada no Congresso. Logo depois da vitória nas urnas, o governo desvalorizou a moeda e descongelou preços. Foi quando os opositores de Sarney criaram o termo “estelionato eleitoral”, que significa enganar a sociedade para vencer uma eleição.

    2 comentários:

    1. Já tem o seu preferido né? Pra ficar denegrindo a imagem de um candidato assim.

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    2. Bastante tendencioso a matéria, infelizmente os meios de comunicação utilizam de maneira parcial e pessoal a máquina de comunicação.

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