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    terça-feira, 19 de dezembro de 2017

    TRE CASSA MANDATO DO DEPUTADO QUE TATUOU TEMER



    O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) foi condenado nesta terça-feira (19), por unanimidade, no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) por abuso de poder econômico e gastos ilícitos nas eleições de 2014; a decisão pede a cassação do mandato e torna o deputado inelegível por oito anos, mas Costa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral

    247 - O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) foi condenado nesta terça-feira (19), por unanimidade, no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) por abuso de poder econômico e gastos ilícitos nas eleições de 2014. Costa ainda poderá recorrer junto ao Tribunal Superior Eleitoral. A decisão pede a cassação do mandato e torna o deputado inelegível por oito anos.

    Em 2016, o deputado federal Wladimir Costa já havia sido condenado a perda de mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Na ocasião, a Corte julgou a arrecadação e gastos ilícitos na campanha eleitoral do deputado. Segundo o MPE, o candidato deixou de declarar R$ 149.950 em despesas de material gráfico, além de mais de R$ 100 mil em despesas efetuadas entre julho e setembro de 2014.

    Em seu quarto mandato na Câmara, Costa ganhou notoriedade durante as sessões de votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, quando estourou um rojão de confetes durante seu discurso alegando que o governo do PT dava "um tiro de morte" no coração do povo brasileiro. O deputado usou o recurso em duas outras oportunidades, inclusive durante seu voto favorável ao impeachment durante a votação na Câmara.

    Já em julho de 2017, Costa apareceu com a palavra “Temer” tatuada no ombro direito. À época, Costa declarou que a tatuagem seria permanente. Mas logo depois, ele não foi mais visto com o nome do atual ocupante do Planalto no ombro. O parlamentar saiu do PMDB em 2013, quando ingressou no Solidariedade. Em 2015, foi o parlamentar mais faltoso. De um total de 125 sessões, Costa não esteve em 105 - 93 delas foram justificadas por cirurgias na coluna vertebral. 

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