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    quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

    ONGs francesas denunciam Samsung por práticas enganosas

    As ONGs Peuples Solidaires e Sherpa já haviam entrado com uma ação contra a subsidiária francesa da Samsung que foi arquivada em 2014.
    As ONGs Peuples Solidaires e Sherpa já haviam entrado com uma ação contra a subsidiária francesa da Samsung que foi arquivada em 2014. (Divulgação)
    Duas ONGs francesa anunciaram nesta quinta-feira a apresentação de uma queixa em Paris por práticas comerciais enganosas contra a Samsung e sua filial francesa, denunciando violações de direitos humanos nas fábricas chinesas da gigante da eletrônica sul-coreana.
    As ONGs Peuples Solidaires e Sherpa já haviam entrado com uma ação contra a subsidiária francesa da Samsung que foi arquivada em 2014.
    Agora, afirmam ter novos elementos que comprovam o uso do trabalho infantil, bem como condições de trabalho indignas e perigosas nas fábricas na China da líder mundial de smartphones.
    As organizações também denunciam "o uso de benzeno e metanol nas fábricas", o que "teria causado doenças incuráveis a vários funcionários".
    Os elementos desta denúncia, que apontam para a Samsung e sua subsidiária Samsung Electronics France (SEF), baseiam-se em "novos relatórios de investigações altamente documentadas da ONG China Labor Watch que se infiltrou nas fábricas" do grupo, segundo as associações.
    Sherpa e Peuples Solidaires acusam a Samsung de contrariar seus compromissos éticos, ao mesmo tempo em que o grupo sul-coreano apresenta em seu site sua ambição de "tornar-se uma das empresas mais éticas do mundo".
    "Pedimos aos tribunais para sancionar esta brecha inaceitável entre esses compromissos éticos e a realidade nas fábricas, conforme descrito pelas ONGs no campo", escrevem as associações queixosas.
    "Essa demanda faz parte da nossa longa luta contra a impunidade das multinacionais", explicam.
    As associações defendem "que as negociações da ONU conduzam a um tratado vinculativo para que as multinacionais respeitem os direitos humanos em toda a cadeia de produção".

    AFP

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