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Detran-Ba desobedece ordem judicial e não libera veículo apreendido por engano em Feira de Santana



Desde o dia 14 de abril passado (sábado), uma comerciante tenta retirar seu veículo apreendido por engano em uma blitz da Polícia Militar, ocorrida na Avenida Maria Quitéria, em Feira de Santana. Márcia dos Santos, residente no bairro Rua Nova, contou que ela e o marido sairam do hospital Emec e logo em seguida foram abordados por policiais, e durante verificação da documentação do veículo, foram informados que havia uma ordem judicial de apreensão do Gol, cor prata, placa JQR-2639.

A comerciante disse que ela e o marido ficaram surpresos e a partir daí, começou o drama para reaver o veículo. "Estava havendo uma blitz, aí o policial parou a gente, agora eles estão andando com um aplicativo, falando que a placa do carro estava com ordem judicial e que o carro estava sendo apreendido. Aí, o policial perguntou se a gente tinha se envolvido em acidente, se alguém tinha colocado a gente na justiça. A gente falou que não. Quando foi na segunda, procurei um advogado que falou onde estava o erro, que era um Palio, de Salvador, que era para ser apreendido. Só que por um erro de dígitos foi apreendido meu carro, que é um Gol, prata", informou.

O veículo que está sendo alvo de ordem de apreensão é um Palio, preto, placa JQH-2639, licença de Salvador.

Márcia informa que o drama já dura um mês, provocando prejuízos para ela e o marido, que precisam do veículo, além de despesas com advogado. Ela contou ainda que conseguiu contato com a advogada responsável pelo caso, em Salvador, que se encarregou de reparar o erro, e conseguiu uma ordem judicial, expedida pela juíza Júnia Araújo Ribeiro Dias, oficializada ao diretor do Detran da Bahia, determinando a liberação do veículo.

Apesar de estar com todos os documentos regularizados, inclusive portando a ordem judicial, a comerciante informa que o pátio do Detran, localizado no bairro Sobradinho, não libera seu veículo, alegando uma dívida de R$ 1.555 pelo uso do espaço e outras despesas. Ela também contou que procurou Sílvio Dias, coordenador da 3ª Ciretran, para resolver a situação, nesta segunda-feira (14), mas sem sucesso. "O motivo das blitzes na cidade é como os cidadão estão falando: é dinheiro", finalizou.

Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa e imagens divulgação/reprodução.