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CNJ quer esclarecimentos de juízes que fizeram manifestações políticas durante as eleições


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu, antes das eleições, uma recomendação para que todos os juízes brasileiros não emitissem manifestações políticas nas redes socais e na imprensa, e não participassem de manifestações públicas. A recomendação foi feita pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. O objetivo seria resguardar a imagem da magistratura brasileira. A proibição do envolvimento de magistrados com atividades políticas já está prevista na Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Mesmo com as orientações, muitos magistrados não seguiram as recomendações.
 
Diante dos casos, o corregedor-nacional determinou que cinco juízes prestem esclarecimentos, em até 158 dias, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por manifestações políticas durante as eleições. Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, Márcia Simões, da Vara do Júri de Feira de Santana (veja aqui) e Isabele Papafanurakis, substituta da 6ª Vara Criminal de Londrina. Ainda foram notificados os desembargadores Ivan Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e Ângela Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) foram os juízes notificados.
 
Bretas, em publicação na internet, parabenizou Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira, que foram eleitos para o Senado pelo Rio de Janeiro. Sartori publicou em seu perfil nas redes sociais apoio ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Márcia Simões apareceu em uma foto nas redes sociais com a camisa de Bolsonaro. Papafanurakis, fez um texto em defesa de Bolsonaro que foi atribuído a ela. Todos os casos estão em análise