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MORRE EX-PREFEITO DE SERRINHA DR POPÓ O 'MÉDICO DO POVO'

   
Morreu às 3h desta madrugada na UTI do Hospital Português da Bahia, em Salvador, o ex-prefeito de Serrinha em duas oportunidades (1989/1992) (1997/2000) Paulino Alexrande Santana, 73 anos de idade, mais conhecido como Dr. Popó, uma das figuras mais populares do município em determinada época e personalidade humanista. 

   Deixa viúva a Sra. Verbena Santana, um casal de filhos e uma netinho recém nascido. Seu sepultamento será no Cemitério da Diocese, em Serrinha, no sábado, 10h.

   Filho do farmacêutico Paulino Santana e dona Lindaura e irmão de outro personagem que também foi prefeito de Serrinha, Mariano Santana (1973/1977) integrava na política serrinhense a antiga corrente pessedista de André Negreiros Falcão posteriormente agregada ao grupo político vianista (de Luis Viana Filho) comandado no município por Plínio Carneiro da Silva, hoje, PSD do senador Otto Alencar.

    Popó chegou a prefeitura graças a sua popularidade como médico, uma espécie de "médico do povo" após a gestão de Josevaldo Lima (1983/1988), pai do atual prefeito Adriano Lima.

   Josevaldo, sobrinho de Plínio e então prefeito nos anos iniciais de 1980, dissociou-se Plínio, mas Popó então vereador e secretário de Saúde manteve-se fiel ao plinismo e junto com Joel Moraes (candidato a vice) venceu a Hamilton Safira. 

   O governo de Popó foi de altos e baixos com bastante populismo. Em 1993, o controle da Prefeitura passa a Claudionor Ferreira da Silva, o Ferreirinha, que disputou a eleição contra Josevaldo, o qual atropelou Joel Moraes, o candidato natural, mas, este desgastado com a gestão Popó.

    O curioso é que Ferreirinha passou a gestão no final de mandato para Hamilton Safira e Popó retorna a Prefeitura derrotando Josevaldo com uma diferença de 274 votos, em 1996. A eleição mais dura que já houve na política local.

    Popó repete o governo populista da primeira gestão e adminstração volta a Josevaldo, em 2001, este numa aliança com Ferreirinha. Foram 24 anos nessa dença Josevaldo-Popó-Ferreirinha e vice-versa.

   HUMANISTA

    A partir dos anos 2006, Popó deixa a política e se dedica a medicina como médico da Sesab e de Prefeituras da região. Manteve a tradição de ser "médico do povo" e atendia em sua residência a dezenas de pessoas, gratuitamente. 

   Separou-se da primeira mulher e casou-se com Verbena e levava uma vida simples, papeando com os amigos, fiel a cervejinha e as comidas regionais. Diabético, cardiopata, ainda assim, levava a vida sem cuidar muito de sua própria saúde inclusive mantendo o hábito de fumar, mesmo sendo aconselhado por amigos e familiares.

    No domingo da vitória de Bolsonaro esteve na Morena Bela comemrando. Na terça seguinte deu entrada na ECO do Hospital Português, a Unidade Coronariana UTI. Uma semana depois foi transferido para a UTI do 4º andar já com falência dos rins passando por hemodiálise. 

   O quadro se agravou no último final de semana com infecções nos pulmões e coração. Depois de 11 dias nesta UTI, já entubado, houve falência múltipla dos órgãos e faleceu neste madruga.

   NOSSA GERAÇÃO

   Popó fazia parte da minha geração da infância e adolescência em Serrinha e integramos juntos os times de futebol infanto-juvenis fundados por seu pai Paulino Santana (o Bieta), os babas e as lições como colegas no Ginásio Estadual de Serrinha, depois Colégio Estadual Rubem Nogueira. E as festas da ACS.

   Convivemos juntos em Salvador na época de estudante universitário e também em Serrinha, posteriormente. De nossa geração, outro médico, Luis Pedrosa (o Gatão) também faleceu recentemente com 73 anos de idade. 

   Popó era um humanista. Figura das mais queridas e admiradas, incapaz de levantar suspeitas sobre qualquer cidadão. Durante toda sua vida só fez o bem. (TF)