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Falta de energia causa transtornos no Aeroporto de Salvador

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Uma queda no fornecimento de energia elétrica causou transtorno aos usuários do Aeroporto Internacional de Salvador na manhã desta sexta-feira (21).
Segundo funcionários ouvidos pelo CORREIO, o apagão ocorreu por volta das 09h50 e durou cerca de 20 minutos. A assessoria da Vinci Airports, empresa que opera o terminal, a interrupção no fornecimento de energia ocorreu por volta de 9h40, motivada pela falha no alimentador da linha da subestação de São Cristóvão da Companhia de Eletricidade do Estado (Coelba).
“O gerador do Aeroporto foi acionado imediatamente e a iluminação foi retomada em cerca de 10 minutos. Não houve impacto nas operações, ou seja, pousos e decolagens aconteceram normalmente”, comentou a assessoria.
Uma funcionária da agência de turismo Alltour, que se identificou apenas como Cristina, afirmou que “quem estava fora do embarque não podia entrar, quem estava dentro não podia sair, salvo quem tinha apenas bagagem de mão”. Ainda segundo ela, apesar de haver muitas pessoas no local, não houve tumulto. A informação também foi confirmada por um funcionário da Livraria do Aeroporto, que fica no portão 2 do embarque.
Apesar disso, muitos passageiros relataram transtornos, como o atleta Caíque Mateus, 19 anos. Quando chegou em Salvador, por volta das 9h40, ele esperava uma recepção menos sofrível. "Nunca vi isso. Estava tudo às escuras. As pessoas estavam assustadas", contou o atleta de remo, que veio do Rio de Janeiro para passar o Natal com a família.
Caíque chegou juntamente com cerca de 100 pessoas de um voo da Avianca e, segundo conta, foi complicado recuperar a mala despachada no embarque no Rio. "Como a esteira não funcionava por causa da falta de energia, foi uma confusão para pegar as malas. O procedimento foi feito de forma manual, com ajuda de funcionários do aeroporto. A gente gritava, apontava, e eles do outro lado procuravam (as malas). Imagina todo mundo falando ao mesmo tempo. Foi terrível", relembrou Caíque.
"A situação normalizou depois que quase 40% das pessoas já estavam com suas malas. A Avianca explicou que o problema era com o aeroporto", complementou.
Elevador
Segundo funcionários de um estande de uma companhia aérea, uma mulher e uma criança ficaram presos em um elevador na área de embarque. "Foram quase 10 minutos, ela e o filho de dez anos gritando por socorro. Eles saíram quando o pessoal da manutenção, forçando com as mãos a abertura das portas, abriu. A mãe estava muito nervosa e o menino chorando", disse um funcionário. Outro contou que as pessoas desciam os degraus da escada rolante.
"Um absurdo. Os idosos tinham que descer com muito cuidado para não cair. Era de dar dó", relatou.
Ainda por conta da falta de energia, as filas para check-in estavam enormes. "Muita gente reclamando, impaciente, na fila, aguardando a normalização. Sem ar, o calor estava terrível", disse a funcionária de uma loja de roupas.
Confusão 
No desembarque, a situação não foi diferente. "Não contabilizamos, mas tivemos prejuízo. Muitas pessoas não quiseram esperar a normalização para o nosso sistema voltar a funcionar e pegaram o táxi avulso", contou a funcionária de uma empresa de táxi. "Muitas pessoas usavam a lanterna do celular para andar de um lado a outro. Isso aqui estava um breu", relatou outra funcionária.
O apagão também provocou filas nos guichês de embarque, diante da impossibilidade dos operadores realizarem o check-in dos passageiros.
A assessoria da Coelba ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
Outros apagões
Esta é a quarta vez em 2018 que o aeroporto sofre com a falta de energia elétrica – as outras situações ocorreram em janeiro, julho e outubro.
Em outubro, a interrupção no fornecimento de energia foi provocada "por um defeito técnico em um componente da rede de distribuição".
Já em junho, o rompimento de um cabo subterrâneo de transmissão de energia provocado por obras do próprio aeroporto, segundo a Coelba, provocou outra falta de energia no terminal. Foram 17 minutos sem luz.
Na época, a concessionária que administra o aeroporto informou que o gerador foi acionado e que nenhum voo foi impactado. 
Já em janeiro, o apagão foi motivado por um problema técnico no circuito subterrâneo do terminal. Na época, a Vinci informou que a falta de energia aconteceu entre 1h20 e 3h40 e, por volta das 4h, os geradores do terminal apresentaram pane.
*Com supervisão de João Galdea.