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Pela primeira vez, identidade de múmia rara é descoberta no Brasil

Medina
Pela primeira vez no Brasil, uma múmia teve a identidade confirmada. Durante uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (Puc), do Rio Grande do Sul, foi descoberto que uma cabeça de 2,5 mil anos pertencia a Iret-Neferet, uma mulher egípicia entre 42 e 43 anos.
A cabeça de Iret-Neferet foi um presente de um egípcio a um gaúcho, morador de Cerro Largo, que resolveu doar o objeto ao museu do município, 25 de Julho. Segundo um exame de radiocarbono feito nos Estados Unidos, ela viveu entre os anos de 768 - 476 a.C. 
Uma das curiosidades sobre a cabeça de Iret-Neferet é que no lugar do olho esquerdo há uma rocha branca carbonática (tipo de rocha sedimentar). Segundo o professor e pesquisador da Puc, Édison Hüttner, a prática fazia parte da cultura egípicia. Além disso, o crânio tem um buraco de cerca de 2 cm no nariz. "Essa era uma das técnicas usadas pelos egípcios para extrair o cérebro das múmias com um gancho de bronze ", explica Hüttner.
O crânio de Iret-Neferet está em exposição até o dia 28 de julho, na Puc-RS.