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Nove facções atuam na Bahia e cinco cidades estão entre as 20 mais violentas do Brasil


Estudo divulgado neste final de semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que a Bahia aparece no Atlas da Violência com 5 municípios entre os 20 mais violentos do Brasil. As regiões Metropolitana de Salvador e Sul são as mais afetadas com as cidades de Simões Filho, Porto Seguro, Lauro de Freitas, Camaçari e Eunápolis.

O deputado federal Elmar Nascimento lamentou os dados alarmantes e apontou ainda que a região Oeste, apesar de não figurar no levantamento, “foi transformado num Velho Oeste, uma terra sem lei, onde os bandidos trocam tiros à luz do dia”.

“É muito triste constatar que não existe reação alguma por parte do governador Rui Costa para conter a expansão da violência e do tráfico em nosso estado”, constata o deputado.

Segundo o estudo divulgado, várias pequenas facções criminosas disputam o comércio de drogas nos territórios baianos e, em particular na capital: Bonde do Maluco (BDM), Comando da Paz (CP), Katiara e Caveira. As duas maiores facções do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) também estão presentes no território baiano e procuram se associar com as quadrilhas locais a partir do fornecimento de armas e drogas. Além das organizações criminosas citadas no estudo, há ainda na Bahia pelo menos mais três facções: Ordem e Progresso (OP), Ajeita e Comando da Lajinha (CL). Elas atuam, respectivamente, nos bairros da Liberdade, São Caetano e Engomadeira, ambos em Salvador.

“Na avaliação do IPEA, o estado da Bahia alimenta o ciclo da violência ao optar pelo uso de suas forças policiais, em lugar de utilizar a inteligência e investigação, o que tem ajudado a alimentar o ciclo de violência”, explica Nascimento, lembrando que inexistem na Bahia os três pilares que o IPEA considera fundamentais para conter a violência: falta planejamento de ações interssetoriais, voltadas para a prevenção social e para o desenvolvimento infanto-juvenil, em famílias de situação de vulnerabilidade; falta a qualificação do trabalho policial, com mais inteligência e investigação efetiva. E, por fim, falta na Bahia o reordenamento da política criminal e o saneamento do sistema de execução penal, de modo a garantir o controle dos cárceres pelo Estado.