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Salvador é a quinta capital com mais homicídios no país, aponta Atlas da Violência

[Salvador é a quinta capital com mais homicídios no país, aponta Atlas da Violência]

Salvador é quinta cidade mais violenta do país. É o que apontam dados do “Atlas da Violência - Retrato dos Municípios Brasileiros 2019”, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira (5).

Segundo o levantamento, a capital baiana teve taxa de 63,5 homicídios por 100 mil habitantes em 2017. A cidade perde apenas para as capitais Fortaleza (CE), Rio Branco (AC), Belém (PA) e Natal (RN). Por outro lado, fica à frente das três maiores capitais brasileiras: São Paulo (27°), Rio de Janeiro (18°) e Belo Horizonte (23°). 

Apesar dos números, Salvador não figura nos primeiros lugares no grupo das capitais com maior aumento na quantidade de homicídios de 2016 para 2017. No período de um ano, a taxa subiu 4,3%, Por outro lado, esse crescimento interrompe uma tendência de queda verificada no número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) nos últimos anos. De 2012 a 2017, o decréscimo registrado foi de 12,4%. 

O estudo aponta que facções criminosas que disputam o tráfico de drogas no estado estão entre as causas do aumento da violência nas municípios baianos. O levantamento cita, entre elas, o Bonde do Maluco (BDM), Comando da Paz (CP), Katiara e Caveira. O Atlas também diz que as duas maiores facções do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes no estado e buscam se associar às quadrilhas locais no fornecimento de armas e drogas.

A pesquisa ainda faz uma espécie de diagnóstico da política de segurança pública implementada no estado e aponta que ela está contribuindo para aumentar a violência, ao invés de reduzi-la. 

“Para completar o quadro da violência na Bahia, o estado tem adotado uma linha de enfrentamento e embrutecimento no uso de suas forças policiais, melhor do que a inteligência e investigação, o que tem ajudado a alimentar o ciclo de violência”, diz trecho do Atlas.