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SUS passa a oferecer quatro medicamentos para tratamento de psoríase; saiba quais

Medina

Quatro medicamentos passarão a ser oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (Sus), para tratamento de psoríase. A informação foi divulgada nesta terça-feira (17/9), pelo Ministério da Saúde (MS). As novas opções são alternativas para casos mais graves ou quando o paciente já não responde bem aos medicamentos já usados no tratamento. 

Os medicamentos já eram oferecidos pelo Sus, sem indicação para psoríase. Segundo o MS, entre os medicamentos incluídos para tratamento da psoríase estão adalimumabe, indicado para a primeira etapa do tratamento, em caso de falha da terapia padrão para psoríase; o secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados na segunda etapa do tratamento após falha da primeira tentativa; e o etanercepte, indicado na primeira etapa de tratamento da psoríase após falha da terapia padrão em crianças.

Eles foram incluídos no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de psoríase após consulta pública feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec).

Sobre a doença

A psoríase é uma doença crônica da pele, não contagiosa, caracterizadas por placas avermelhadas ou róseas, recobertas por escamas esbranquiçadas, que afeta a pele, as unhas e pode acometer as juntas. A doença pode acontecer em qualquer idade, tanto em homens quanto em mulheres e, até o momento, não tem cura.

O protocolo de tratamento de psoríase, a ser seguido pelos profissionais de saúde, foi publicado pelo Ministério da Saúde em 2013, para disponibilizar tratamentos e medicamentos que ajudem pacientes a alcançarem períodos prolongados de remissão da doença. Desde então, são ofertados tratamentos com fototerapia e fototerapia com fotossensibilização, além de medicamentos como ciclosporina, em cápsulas ou solução oral; metotrexato, em comprimido ou injetável; acitretina, em cápsulas; calcipotriol, em pomada; clobetasol, em creme; e dexametasona, creme.

Estes medicamentos, somados aos tratamentos médicos e sessões de fototerapia, segundo o Ministério da Saúde, melhoram as lesões, mas não curam a doença. "A melhor forma de tratamento e administração de remédios é feita com base em avaliação clínica, caso a caso, entre o médico e o paciente", disse pasta em nota.