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O Brasil está pronto para uma guerra? Confira um raio-x das Forças Armadas



 Atualmente, se o Brasil precisasse se defender ou atacar outra nação, contaríamos com 214.604 mil Oficiais e Praças (sargentos, cabos e soldados) do Exército na ativa, segundo o Decreto Federal 10.898, publicado no fim do ano passado. É o maior contingente entre as Forças. Se juntarmos Marinha e Aeronáutica, chegamos a pouco mais de 362 mil militares ativos. No ano passado, segundo o Ministério da Defesa, cerca de 1,6 milhão de jovens se alistaram nas Forças Armadas, com 77 mil ingressando no Serviço Militar.  Este ano serão 78 mil incorporados à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica. 

Acha muito? Nem tanto se compararmos com o tamanho do Brasil. Fazemos fronteira com 10 países da América do Sul, sendo mais de 16 mil quilômetros de divisas, além dos 17 mil km de litoral. No geral, são 8,5 milhões km² de terra para “defender a honra, a integridade e a soberania da Pátria contra agressões externas”, como está na redação da lei que rege as Forças Armadas. 

Treinamento
Apesar do contingente insuficiente para tanta terra, o Brasil tem o 13ª maior número de combatentes entre 142 países, segundo o site especializado Global Fire Power, que reúne diversas informações bélicas pelo mundo. Na América Latina, o Brasil é a nação com mais soldados na ativa. O segundo sul-americano é a Argentina, com 83 mil ativos, ocupando o 37º lugar do ranking mundial. Com tanta gente na ativa, como prepará-los para um eventual conflito? Não é tarefa fácil para um país pacífico como o nosso.

“Achava que pegaria em armas, sairia um perito, pronto para ser um combatente, mas não estou preparado para nenhuma guerra que o Brasil participe. O que mais fiz foi montar guarda no quartel e fazer trabalhos internos. Essas piadas de pintar meio-fio é verdade mesmo. Mas foi uma boa experiência e vou querer seguir carreira. Agora é estudar para ser oficial da Marinha, pois soldado só se lasca”, disse um jovem recém-dispensado do serviço militar, que pediu para não ser identificado. Aliás, é bom adiantar que a maioria das fontes pediram anonimato.