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Petrobras é a virgem no prostíbulo?





A Operação Lava Jato deixa no ar uma grande dúvida: a Petrobras pode mesmo ser considerada “inocente” ou “vítima” da roubalheira promovida pela associação delitiva entre governantes, políticos e empresários? Claro que não! Afinal, no modelo Capimunista brasileiro, as “estatais” existem para serem exploradas pelos “donos do poder”.
Portanto, a “tese jurídica” da virgem no prostíbulo não se aplica à petrolífera e a outras grandes empresas de economia mista, como a Eletrobrás – outro vespeiro onde o Ministério Público e o Judiciário não querem meter a cumbuca, no costumeiro “rigor seletivo” ou “Lawfare” (termo cinicamente usado pela defesa de Lula para alegar que ele é “um perseguido político” e não um “ladrão dos cofres públicos”).
Felizmente, acionistas minoritários da Petrobras partem para uma ofensiva contra tudo que a máquina judicial não deseja apurar, porque não interessa ao modelo de “desgovernança capimunista” que controla nossas (?) estatais. Na recente assembléia de 15 de dezembro, a Associação de Investidores Minoritários (AIDMIN) soltou dois petardos, através do ativista Romano Guido Nello Gaúcho Allegro. O primeiro pode ser lido no artigo: Carta Aberta aos Diretores e Acionistas da Petrobras. O segundo reproduzimos abaixo. Romano relata fatos objetivos, comprovados, e pede providências à direção da Petrobras e aos órgãos jurídicos competentes. O Alerta Total reproduz:
1 – Conforme amplamente divulgado, em 20 de outubro de 2017, na fase 46 da Operação Lava Jato, agentes da PF cumpriram mandado de prisão na residência do ex-diretor de Novos Negócios da Petroquisa Djalma Rodrigues de Souza, o “Jabuti” da lista de propinas da Odebrecht, que foi acusado de, entre dezembro de 2010 e março de 2014, ter recebido de propina R$ 17,7 milhões (depositados no exterior) mais R$ 10,7 milhões (em espécie), tudo por conta de contratos na área de petroquímica.

2 – O fato de ter ficado comprovado que “Jabuti” aceitava propina para facilitar o assalto que empresas corruptoras praticavam nos cofres da Petrobras nos remete diretamente às acusações contra a Gemini – sociedade da Petrobras (por meio de sua subsidiária Gaspetro) com a White Martins para produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito. Isto, porque Djalma Rodrigues de Souza simplesmente presidia a Gaspetro à época das negociações que deixaram a Petrobras passível de ser submetida a uma rapinagem consentida.
3 – A Gemini – sociedade da qual a Gaspetro detinha 40% das quotas e a White Martins, com os outros 60%, era a sócia majoritária – teve seu Contrato Social firmado em 29 de janeiro de 2004. Nessa mesma data, foi assinado um Acordo de Quotistas, vinculado ao Contrato Social. Os dois documentos (firmados por “Jabuti”) deixaram a Petrobras indefesa, na dependência da ganância da White Martins.