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Além dos amigos de Temer, PF também investiga se Cunha, preso, usa esposa para receber “presentinhos”




Não são apenas Michel Temer e seus amigos os grandes alvos da Operação Skala. A Força Tarefa da Lava Jato vai aprofundar nas investigações sobre as ligações entre o ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba, sua esposa Claudia Cruz e os dirigentes do grupo Libra, em eventual recebimento disfarçado de propinas em troca de favorecimentos no “Decreto dos Portos”. A PF investiga a suspeita de que Cunha, na cadeia, estaria usando a mulher para receber “presentinhos” em eventos sociais aos quais, por coincidência, também comparecem membros da tradicional família Torrealba (controladores do grupo Libra.

Até agora, tal suspeita não surgiu no noticiário. O foco foi apenas em Michel Temer, seus amigos e a empresa Rodrimar. No entanto, na PF, há quem defenda que Eduardo Cunha, Claudia Cruz e os dirigentes do Grupo Libra recebam mais atenção. Os investigadores também devem mergulhar sobre os números da Libra (que negociou, via arbitragem, uma dívida de R$ 2 bilhões com o governo). Também devem ser analisadas as atas de reuniões do Conselho de Administração da empresa, no ano passado, além das relações pessoais dos dirigentes com a família Cunha.     

Quatro dirigentes do Grupo Libra não depuseram na Operação Skala. Eles não foram localizados pela Polícia Federal. Estavam fora do Brasil. Todos foram beneficiados pelo relaxamento da prisão provisória determinada pelo supremo ministro Luis Barroso, atendendo a pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. No entanto, na ordem de soltura, emitida em 1º de Abril, Barroso determina que, no imediato retorno e desembarque no Brasil, a Polícia Federal tome os depoimentos de Rodrigo Borges Torrealba, Ana Carolina Torrealba Affonso e Gonçalo Borges Torrealba, todos ligados ao Grupo Libra.