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Dólar abre em alta e se mantém acima de R$ 4

[Dólar abre em alta e se mantém acima de R$ 4]

O dólar abriu em alta ante o real nesta quarta-feira (22), depois ter ultrapassado a barreira de R$ 4 na véspera pela primeira vez em mais de dois anos.
Às 9h30 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 1,11%, para R$ 4,085. O dólar à vista subia 2,31%, cotado a R$ 4,08.
O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas na Bolsa brasileira, iniciou o pregão em baixa, de 0,26%, a 74.981,87 pontos.
A abertura dos negócios era influenciada pela pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta, que mostra o ex-presidente Lula (PT) com 39% das intenções de voto, no primeiro levantamento realizada após os registros das 13 candidaturas ao Palácio do Planalto.
Na simulação da disputa com Lula, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém estabilidade no seu eleitorado, com 19% no segundo lugar. Aparecem embolados em terceiro Marina Silva (Rede, com 8%), Geraldo Alckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%).
No cenário sem Lula —a condenação em segunda instância enquadra o petista na Lei da Ficha Limpa e deverá provocar sua inabilitação—, Bolsonaro surge à frente da disputa, com 22%.
Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe para 9%, empatando na margem com Ciro.
Fernando Haddad (PT), vice de Lula e potencial substituto do ex-presidente em caso de inabilitação de sua candidatura, não tem uma largada muito promissora: apenas 4% das intenções de voto, empatado com o senador Alvaro Dias (Podemos).
A Rio Bravo Investimentos destaca, no entanto, que 31% votariam "com certeza" num candidato indicado por Lula. "Diminui a chance de um segundo turno com pelo menos um candidato centrista com o potencial de transferência de votos de Lula para Haddad e a resiliência dos votos de Bolsonaro", escreveu em relatório da manhã.
O Datafolha ouviu 8.433 pessoas em 313 municípios, de 20 a 21 de agosto. A margem de erro do levantamento, uma parceria da Folha e da TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos. 
Nos últimos dois dias, os mercados brasileiros se descolaram do exterior e foram fortemente influenciados por pesquisas eleitorais.
"Com a manutenção de dúvidas do resultado eleitoral de outubro, e diante de cautela do investidor estrangeiro, o viés para os ativos locais não nos parece muito favorável para hoje", escreveu a Guide Investimentos em seu relatório.
Lá fora, o dólar avança apenas sobre 7 das 31 principais divisas do mundo.
O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de R$ 5,255 bilhões.
"O mercado ainda não parece ter encontrado um novo patamar de equilíbrio e novas máximas devem ser testadas", disse a Guide.