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Suspeito de matar assessor político dava golpes em vendedores de carro, diz polícia

Gabriel Bispo dos Santos, 24 anos, um dos suspeitos de matar Michel Batista de Sá, no dia 16 de agosto deste ano, agia dando golpes com compra e venda de veículos. A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (23/11) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), durante a apresentação dele.
Para equipes do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) da Polícia Civil, ele confessou que participou da morte do assessor da Prodeb. As investigações começaram logo após o crime, que se iniciou depois de um anúncio da venda de um carro, modelo HRV, em um site. Michel marcou com Gabriel em um shopping para negociar o valor.

“Eles se encontraram e depois saíram juntos do shopping. Uma das hipóteses é de que Gabriel argumentou que levaria o carro para alguém analisar e validar a compra”, explicou o delegado do DCCP, Delmar Bittencourt. Ele contou ainda que, em seguida, Gabriel voltou ao shopping sozinho e efetuou compras com o cartão de Michel.
As imagens do circuito de câmeras flagraram toda a trajetória de Gabriel dentro do estabelecimento. “Logo depois ele pega um carro, no estacionamento, e encontra com outros comparsas, ainda não identificados. Neste momento Michel é executado”, disse Bittencourt.
INVESTIGAÇÕES 
Com as imagens e investigação, o DCCP chegou em um suspeito de prenome Luciano. Foi cumprido contra ele um mandado de prisão temporária, pois o seu carro foi usado por Gabriel, no dia do crime. “Depois dos depoimentos e apurações percebemos que ele só emprestou o automóvel, mas não sabia como seria utilizado”, contou Bittencourt.
Com a repercussão do crime, Gabriel fugiu, na segunda-feira (20 de agosto), para o Rio de Janeiro, onde ficou em casa de parentes. Delegados e investigadores do DCCP passaram a acompanhar a trajetória dele que passou também por São Paulo e Santa Catarina (município de Pomerode), onde acabou capturado.
“Sabemos que outras pessoas participaram e o trabalho continua. Importante destacarmos a dedicação de toda a equipe, com apoios imprescindíveis da Superintendência de Inteligência da SSP e da Polícia Civil de Santa Catarina”, declarou o diretor do DCCP, delegado Élvio Brandão.