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É raposa cuidando do galinheiro”, diz Cimi sobre demarcação de terra indígena na Agricultura

A transferência da responsabilidade sobre a demarcação de terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura foi criticada duramente por entidades ligadas à defesa desses povos. Para dirigentes dessas organizações, ao tratar do assunto em medida provisória logo em seu primeiro dia de mandato, o presidente Jair Bolsonaro cumpre acordo com lideranças do agronegócio, que apoiaram sua eleição, e estimula o conflito no campo. A pasta é tradicionalmente ocupada por lideranças ruralistas.
“Levar a demarcação e a titulação de áreas indígenas e de quilombolas e toda a questão da reforma agrária para uma pasta coordenada pelos ruralistas é como deixar a raposa cuidando do galinheiro”, criticou em entrevista ao Congresso em Foco o secretário-adjunto do Conselho Missionário Indigenista (Cimi), Gilberto Vieira. O órgão é ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).