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Delegado é acusado de racismo com outros policiais durante o carnaval de Salvador

[Delegado é acusado de racismo com outros policiais durante o carnaval de Salvador]

Um suposto caso de racismo aconteceu entre um delegado, identificado como Vinícius Leão contra policiais civis, enquanto trabalhava no Circuito Osmar (Campo Grande), na terça-feira (25), último dia da festa. Um procedimento foi instaurado na Corregedoria da Polícia Civil (Correpol) para apurar o caso.

Registrado como injúria racial no Posto de Atendimento a Vítimas de Crimes de Racismo e Outros Delitos de Intolerância (PAVRI), no Largo Dois de Julho, o caso veio à tona após a Comissão de Promoção de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Bahia (OAB-BA) tomar conhecimento da suposta atitude do delegado em um dos postos de trabalho do Campo Grande. Segundo a denúncia, o delegado se recusou a almoçar junto com agentes negros em um refeitório e disse: "Não vou almoçar com nessa negaiada toda".  

Conforme apurado pelo Jornal Correio*, a presidente da comissão da OAB-BA, a advogada Dandara Lucas Pinho, nesta quinta-feira (27) o órgão vai acionar o Ministério Público para saber o que a Corregedoria fez em relação ao fato.

Procurado, o Ministério Público do Estado (MP-BA) informou que foi feita uma reclamação junto ao órgão e que o Centro de Apoio aos Direitos Humanos vai instaurar um procedimento para investigar se houve caso de racismo.

Já o advogado Oberdan Valdez, que defende o delegado, disse que o cliente não cometeu o crime. “Foi constatado que ele não cometeu o ato de racismo, tanto que não ficou preso”, disse Valdez, que atua pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc).

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, o suspeito e testemunhas foram ouvidos no mesmo dia, na Correpol, situada na Chapada do Rio Vermelho. Apesar de Leão ter sido conduzido à unidade, não houve flagrante por falta de provas. Ele deixou a corregedoria no mesmo dia.

Valdez disse ainda que, apesar do relato de testemunhas, ninguém presenciou o suposto ato racista. “As testemunhas disseram que nada viram, que apenas ouviram falar. Ou seja, se não tem nada escrito, não tem prova”, comentou ele, referindo-se aos depoimentos colhidos na corregedoria. 

O Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Estado da Bahia (ADPEB) informou que também o corpo jurídico da entidade acompanha o caso.