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Facção cobra impostos por segurança à comerciantes há mais de 15 anos


Após comerciantes do subúrbio de Salvador terem revelado que são obrigados a pagar mensalidade à membros de uma facção criminosa, sob risco de perder a vida, comerciantes de Cosme de Farias afirmam que passam pela mesma situação.

No bairro, as taxas variam entre R$ 50 e R$ 200, mas não há registro de morte pela falta de pagamento. Segundo o jornal Correio, moradores revelaram que a taxa é definida pelo fluxo de clientes e dinheiro do local.

As cobranças acontecem em todo o bairro, desde a entrada, na região do Largo dos Paranhos, até o final de linha. Segundo moradores, os “impostos” são cobrados por homens que podem estar à pé ou de moto.

O dono de um pequeno bar afirmou que paga R$ 50. Em um mercadinho, por exemplo, a taxa é de R$ 100. Já em locais maiores, a taxa sobe para R$ 200, conforme relatos de moradores ao jornal.

O pagamento é supostamente para garantir a segurança do estabelecimento. Ao jornal, um comerciante afirmou que a cobrança fez efeito e sua loja nunca foi assaltada desde que começou a pagar à facção.

Na terça-feira (08), após as denúncias das cobranças à comerciantes do Subúrbio de Salvador, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão, em entrevista à TV Bahia, afirmou que duas pessoas foram presas e outros suspeitos já haviam sido identificados.

Segundo Brandão, uma força-tarefa envolvendo as polícias Civil, Militar e Federal, com apoio do Ministério Público, está empenhada em impedir as ações.