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Fim das carroças em Feira de Santana é discutido na Câmara Municipal




 Foi discutido na manhã desta quinta-feira (17), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o fim das carroças no centro urbano da cidade, garantindo assim o bem estar do animal, que é utilizado como tração.

A advogada animalista e presidente do Conselho Municipal de Direito Animal de Feira de Santana, Carolina Busseni, utilizou a tribuna livre da Casa da Cidadania, defendendo o fim desta atividade na cidade.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a presidente destacou que este projeto tem como objetivo beneficiar os animais, garantindo também uma nova oportunidade para os carroceiros que não possuem nenhum tipo de emprego formal.Foto: Paulo José/Acorda Cidade

"O objetivo hoje aqui foi chamar atenção dessa Casa Legislativa para a necessidade de regulamentar o fim do uso de veículo de tração animal, ou seja, as carroças aqui em Feira de Santana, de uma forma que seja feita de forma benéfica para os animais e garantindo também novas oportunidades de trabalho para os carroceiros. A gente percebe aqui em Feira de Santana, muito embora haja uma Lei de 2015 que regulamente o uso das carroças, que não há fiscalização e diariamente nos deparamos com situações do animal sendo maltratado, situação dos carroceiros e de suas famílias em cima das carroças sem qualquer tipo de proteção. A gente entende que hoje a carroça é um subemprego, que não dá a estes carroceiros uma boa condição de vida, então é terminar com as carroças e dar aos carroceiros outras oportunidades de trabalho, livre de exploração dos animais. Este é o caminho para o Século XXI", destacou.

De acordo com a advogada Carolina Busseni, a ideia do projeto é substituir os cavalos por bicicletas ou motos.

"Como nós já temos exemplos consolidados em outros municípios, a substituição seria gradativa oferecendo a estes carroceiros e suas famílias cursos profissionalizantes para que eles possam ser inseridos no mercado de trabalho com outras profissões, e há também o uso em muitos municípios do cavalo de lata, que é uma estrutura feita puxada por uma moto ou bicicleta que faz também o mesmo objetivo do carreto. As pessoas não têm conhecimento do direito animal, porque as pessoas ainda não pensam no animal como sujeito de direito, mas como coisas, e eu acho que as pessoas se preocupam muito pouco com o ser humano, quando cria uma polêmica dessa. Eu acho que não vai ser uma falta de preocupação com os animais, mas com próprio carroceiro", concluiu.

Ao Acorda Cidade, o vereador Pedro Américo (DEM) informou que é necessário regulamentar a utilização destes veículos no centro da cidade e enfatizou os prejuízos que estes profissionais possuem.