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Caixa pagou postes para iluminar jardim da mansão de Pedro Guimarães

 

Pedro Guimarães, ex-presidente da CaixaAndre Borges/Esp. Metrópoles

A mansão que o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães alugou em Brasília teve obras de melhorias bancadas pelo banco público, com a justificativa de aumentar sua segurança após o recebimento de ameaças on-line. Guimarães deixou o cargo no primeiro escalão do governo federal após o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, divulgar denúncias de assédio sexual e moral feitas por servidoras e servidores contra ele, que nega todas as acusações.A obra com verbas da Caixa na mansão de Guimarães, no bairro nobre do Lago Sul, foi feita em julho de 2020 e tratou-se da instalação de postes de iluminação no jardim. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta terça (5/7) e confirmada pelo Metrópoles com o banco e com o advogado de Guimarães, que defende a legalidade da intervenção.

Com custo aproximado de R$ 50 mil, a instalação foi feita por funcionários da empresa EMIBM Engenharia, que tem contrato com a Caixa para obras e manutenção predial.

Quando as obras foram feitas, o banco operacionalizava o pagamento do Auxílio Emergencial para ajudar a população mais pobre a lidar com a crise do coronavírus e a Polícia Federal investigava uma tentativa de ataque hacker ao presidente da Caixa. De acordo com a apuração da Folha, Guimarães já havia pedido ao banco para construir uma cerca em sua mansão, que fica às margens do Lago Paranoá, mas não foi atendido pela equipe técnica responsável.Em nota enviada ao Metrópoles, o advogado de Pedro Guimarães, José Luis Oliveira Lima, argumentou que “não houve absolutamente nenhuma irregularidade no processo de reparos feitos na casa” ocupada por seu cliente em Brasília.