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Câncer de boca: saiba sinais e sintomas que não podem ser ignorados

 

Câncer de boca: saiba sinais e sintomas que não podem ser ignorados
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O câncer de boca é um tumor maligno que afeta os lábios ou estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca e língua. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.

 

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada ano são registrados cerca de 15 mil novos casos de câncer de boca no Brasil. Esse tipo de tumor é mais comum em homens com mais de 40 anos de idade.


Os primeiros sintomas de câncer de boca são:

  • Feridas ou aftas que não cicatrizam em 15 dias;
  • Caroços na boca que não desaparecem;
  • Manchas vermelhas ou brancas nas gengivas, língua, lábios, garganta ou revestimento da boca;
  • Pequenas feridas superficiais que não doem e que podem ou não sangrar;
  • Irritação, dor na garganta ou sensação que algo está preso na garganta.


Muitas vezes, os sintomas não são levados em consideração, pelo fato de não provocarem dor. Por isso, a doença é diagnosticada, na maioria das vezes, em estágios mais avançados.

Em estágios mais avançados, os sintomas do câncer de boca evoluem para:

  • Dificuldade ou dor ao falar, mastigar e engolir;
  • Ínguas ou caroços no pescoço devido ao aumento dos linfonodos;
  • Dor em torno dos dentes, que podem cair facilmente;
  • Mau hálito persistente;
  • Perda súbita de peso.

 

Na maioria dos casos, o médico é capaz de identificar as lesões do câncer apenas observando a boca do paciente. No entanto, é comum pedir uma biópsia de um pedacinho da lesão para identificar se existem células cancerígenas.

 

Caso sejam identificadas células tumorais, o médico pode ainda pedir uma tomografia computadorizada para avaliar o grau de desenvolvimento da doença e identificar se existem outros locais afetados, além da boca.

 

O câncer de boca é causado por mutação nas células de qualquer parte da estrutura da boca que passam a se multiplicar de forma descontrolada. Veja fatores de risco para o problema:

  • Hábito de fumar;
  • Mascar tabaco;
  • Infecção pelo vírus HPV;
  • Consumo frequente de bebidas alcoólicas;
  • Bochechos frequentes com enxaguantes bucais com alto teor alcoólico;
  • Má higiene bucal;
  • Histórico familiar de câncer de boca;
  • Trauma crônico na boca;
  • Além disso, alimentação pobre em vitaminas e minerais, assim como a exposição prolongada ao sol, também podem favorecer o aparecimento de câncer de boca.

 

O tratamento desse tipo de tumor deve ser orientado por um oncologista e pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia alvo ou imunoterapia, dependendo da localização do tumor, gravidade da doença e se o câncer já se espalhou para outras partes do corpo.

 

Na maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores. O cirurgião de cabeça e pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença. Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado. As informações são do portal Metrópoles.