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Regulamentação da profissão de gari é aprovada na CAS

 O projeto que regulamenta a profissão de gari (PL 3.253/2019) foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A proposta é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). Entre outros pontos, o relatório do senador Lucas Barreto (PSD-AP) fixa o piso salarial em R$ 1.850,00 e a jornada de trabalho da categoria em 36 horas semanais. O texto segue para exame da Câmara dos Deputados.

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Transcrição
APROVADO PELA COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, SEGUE PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS O PROJETO QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DE GARI. REPÓRTER IARA FARIAS BORGES. De autoria do senador Paulo Paim, do PT gaúcho, o projeto regulamenta a profissão de agentes de coleta de resíduos, limpeza e conservação das áreas públicas – os chamados garis e margaridas. Segundo a proposta, a jornada de trabalho desses profissionais será de trinta e seis horas semanais e o piso salarial de R$ 1.850,00, corrigido anualmente. Para exercer a profissão, o trabalhador deverá ter concluído o quarto ano do ensino fundamental ou ter feito treinamento específico. Na avaliação do senador Paim, a proposta foi aprimorada pelo relator. Eu sei do esforço dele e da equipe dele para atualizar um projeto que eu apresentei lá em 2019. É uma luta antiga dessa categoria para regulamentar a profissão do pessoal que nos ajuda na limpeza do dia a dia – eu diria – das nossas casas, porque a nossa casa é o planeta, e tudo aquilo que nós botamos na rua eles recolhem para manter a higiene, a saúde e a segurança do nosso povo. Ao defender melhores condições de trabalho aos garis, o relator senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, sugeriu a apresentação de outro projeto de lei que promova a conscientização sobre os vários tipos de materiais descartados. Que o cidadão brasileiro tenha consciência de que lixo é uma coisa e material reciclável é outra. E o material reciclável, que tem valor, vai se transformar em salário, em renda, para essas pessoas que são humildes, mas são pessoas. É gente, é gente que faz a nossa sociedade. A gente está trabalhando para uma coisa simples: para dar dignidade às pessoas. E a dignidade é salário real e é condições de trabalho. A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Iara Farias Borges.