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    quarta-feira, 18 de outubro de 2017

    Sergio Moro chama proposta que busca proibir presos de delatarem de 'absurda'


    O juiz Sergio Moro classificou de "absurda" a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados que pretende mudar a lei que regulamenta as delações premiadas e proibir que investigados que estejam presos assinem acordos de colaboração com o Ministério Público. 
    "Uma proposta um tanto quanto absurda, por exemplo, é aquela no sentido de proibir que alguém que se encontra preso possa realizar uma delação premiada. Principalmente porque isso viola o direito de defesa da pessoa que está presa. A colaboração premiada é um meio para a Justiça encontrar os cúmplices de um criminoso, mas também, de certa maneira, é um meio de defesa de uma pessoa que quer colaborar para receber benefícios da Justiça", disse o juiz em entrevista ao jornal O Globo
    De acordo com a publicação, sem citar nomes, Moro afirmou que acordos de delação negociados recentemente têm estabelecido condições mais rigorosas para os réus do que aqueles firmados no início da Operação Lava-Jato. 
    Ainda segundo o magistrado, o número alto de delatores se justifica porque as investigações desvendaram um "sistema de corrupção", não sendo possível "pegar um único criminoso para desvendar todo o sistema".
    “Importante discutir esses acordos para evitar que gerem benefícios excessivos a esses indivíduos. Me parece que os acordos que atualmente estão sendo cogitados ou realizados são acordos mais sensíveis a essa necessidade de estabelecer condições mais rigorosas. Tem que se pensar esses acordos para evitar benefícios excessivos”, afirmou Moro.

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