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General Mourão para Governador do Rio de Janeiro!




Qual o real objetivo de “punição” ao General Antônio Hamilton Mourão, depois que ele afirmou que o Presidente Michel Temer faz “um balcão de negócios para governar”, em palestra aos simpatizantes do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) no Clube do Exército, em Brasília, na noite de quinta (7 dez)?
A resposta é fácil: quem realmente mandou tirar Mourão da Secretaria de Economia e Finanças do Exército quis apenas mandar um recado e tentar acuar alguns dos 15 Generais membros do Alto Comando do Exército que pensam exatamente da mesma maneira que ele. A maioria dos Generais de quatro estrelas da ativa não suporta mais a “crise ética e moral sem precedentes”.
A covarde vingança burocrática contra Mourão aceita diferentes interpretações. Claramente, foi um ato inútil e precipitado que só tende a aumentar a ira de alguns Generais. Mas também pode ser um ato de dissimulação do próprio Alto Comando apenas para dar uma satisfação imediata ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Defesa ou ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Legalmente, não caberia uma punição mais grave a Mourão.
A “punição” (?), em pleno sábado (?), foi, no mínimo esquisita. O Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, General de Divisão Otávio Santana do Rego Barros, postou no site do EB o “Infomex 041 de 9 de dezembro de 2017”, tratando de uma subida movimentação de Oficiais Generais: “Incumbiu-me o Sr Comandante do Exército informar que apresentará ao Sr Ministro de Estado da Defesa , para encaminhamento ao Sr Presidente da República, a seguinte proposta de movimentação de Oficiais-Generais: “Gen Ex Antonio Hamilton Martins Mourão designado para Adido SGEx; Gen Ex Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira designado para Sect Econ Fin”.
Na prática, Mourão foi substituído e jogado na “geladeira” (cargo de Adido na Secretaria-Geral do Exército). A SGEx tem várias missões: “Preparar e secretariar as Reuniões do Alto Comando do Exército (RACE); Conduzir os processos de concessão das medalhas sob sua responsabilidade; Regular o Cerimonial Militar do Exército, em âmbito nacional; Organizar, publicar e divulgar os Boletins do Exército; e Assessorar o Cmt Ex no que se refere à normatização do uso de uniformes”. O combatente Mourão fica no cargo até 31 de março de 2018, quando parte para a “reserva pró-ativa”...
Fala sério... A punição a Mourão é fake. O General foi apenas retirado de uma função burocrática para outra idêntica. Ao tem efeito prático. Trata-se de uma mudança apenas alegórica. É muita ingenuidade acreditar que a cabeça dele tenha sido pedida, de verdade, pelo impopular Michel Temer, por ter achado “insustentável” a situação do General, depois do teor verdadeiro da palestra que deu na quinta-feira. Fofocas palacianas, captadas por ouvidos biônicos, indicam que a genial maneira de punir Mourão partiu do Gabinete de Segurança Institucional, dirigido pelo ministro Sérgio Westphalen Etchegoyen – um General de Exército que Temer sempre ouve atentamente.
O General Antônio Hamilton Mourão já estava na alça de mira do Alto Comando do PMDB. Mourão tinha abalado os podres poderes, em setembro, quando sugeriu que poderia haver uma intervenção militar no Brasil, se o País mergulhasse no caos, caso o Judiciário não resolvesse o problema político. Agora, foi punido apenas pelo que disse, livremente, na palestra intitulada “Uma visão daquilo que me cerca”: “Não há dúvida que, atualmente, nós estamos vivendo a famosa Sarneyzação. Nosso atual Presidente vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato”.