ABI diz que nota das Forças Armadas após prisão na CPI é “lamentável - PORTAL FERRAZ E O POVO

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ABI diz que nota das Forças Armadas após prisão na CPI é “lamentável

 Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Ele foi exonerado do cargo em junho, depois da denúncia de que teria pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal. O presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM), dá voz de prisão a Roberto Ferreira Dias, alegando que o ex-diretor "só mentiu" em seu depoimento. Mesa: advogada do depoente, Maria Jamile José; ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias; presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou nota nesta quinta-feira (8) em apoio ao presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), alvo de nota de repúdio emitida ontem pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas. Os militares se manifestaram após o parlamentar dizer que as Forças Armadas deviam estar "muito envergonhadas" de ter seus membros envolvidos em esquemas de corrupção.

Na nota divulgada ontem, os militares afirmam que "as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro"


Para a ABI, os militares tentam intimidar Omar e a CPI, protegendo suspeitos de envolvimento com corrupção. “Ora, as Forças Armadas são instituições de Estado necessárias a um país soberano. Não interessa a qualquer brasileiro vê-las enxovalhadas. Mas é preciso que se deem ao respeito. Ou elas próprias estarão contribuindo para o seu desgaste”, afirma a associação.


A organização reforça que não foram feitas quaisquer acusações ao Exército, à Marinha ou à Aeronáutica, e que a comissão está apenas apurando os fatos. “Assim, num momento em que, talvez por corporativismo, os chefes militares tentam intimidar o senador Aziz, todos os que defendem a lisura em relação à coisa pública devem se solidarizar com ele”, diz.