Após fim do auxílio emergencial, Auxílio Brasil deve pagar R$ 280 a partir de novembro - PORTAL FERRAZ E O POVO

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Após fim do auxílio emergencial, Auxílio Brasil deve pagar R$ 280 a partir de novembro

 (crédito: Marcos Corrêa/PR)
(crédito: Marcos Corrêa/PR)

Enfrentando o pior momento na popularidade desde que assumiu o Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro formalizou, ontem, a criação do novo programa social que substituirá o Bolsa Família. Batizado de Auxílio Brasil, o benefício deve aumentar o ticket médio que é repassado hoje às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza em 50%. O valor só deve ser definido no final de setembro, mas ficará bem abaixo dos R$ 400 que o chefe do Executivo chegou a cogitar há algumas semanas. Como a média do Bolsa Família é de R$ 189, o futuro benefício pode ficar na casa dos R$ 280.

 Os detalhes do novo programa de transferência de renda foram incluídos em uma medida provisória, entregue pelo próprio Bolsonaro ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na manhã de ontem. O presidente foi caminhando do Palácio do Planalto até o Congresso, acompanhado de uma comitiva de ministros, entre eles o da Casa Civil, Ciro Nogueira; o da Economia, Paulo Guedes; e o da Cidadania, João Roma.

Bolsonaro justificou a necessidade de aumentar o valor que é pago atualmente pelo Bolsa Família por conta da inflação dos alimentos gerada pela pandemia. “Nós não podemos deixar desassistidos exatamente os mais vulneráveis. Então, já decidido por nós, uma proposta mínima de 50% para o Bolsa Família, que, agora, chama-se Auxílio Brasil”, disse.

O presidente lamentou não poder turbinar o benefício em 100%. “Temos que ter responsabilidade. A economia não pode quebrar. Se quebrar a economia, não adianta você ganhar R$ 1 milhão por mês que não vai dar para comprar um pãozinho”, explicou.

Segundo Roma, o Executivo não vai descumprir o teto de gastos — regra fiscal que limita o crescimento da despesa pública à inflação do ano anterior — com o lançamento do novo programa. Ele também disse que Bolsonaro tem “buscado apertar o cinto em outras áreas do governo para que cada vez mais a parte social receba benefícios do governo”.