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Após alto índice de criminalidade, CPRL irá lançar novas estratégias em parceria com Polícia Civil e PRF



Apenas neste mês de fevereiro, a Polícia Civil de Feira de Santana contabilizou 29 homicídios e um latrocínio, quando o roubo é seguido de morte. Este índice é maior que o mesmo período do ano de 2021, quando 27 homicídios foram registrados.

Devido a este alto índice, o Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL) irá adotar novas medidas e estratégias no combate ao crime.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o coronel e comandante do CPRL, Adalberto Piton, destacou que a Polícia Militar trabalha incansavelmente no sentido de realizar o trabalho preventivo, mas é muito difícil evitar um crime, quando acontece dentro de uma residência, como foi o caso do triplo homicídio no último domingo (27).


 

Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

"Infelizmente o crime é sazonal. Nós começamos o ano muito bem no mês de janeiro com uma boa redução, mas infelizmente tivemos aí este aumento no mês de fevereiro. Já estamos adotando as providências necessárias para modificar as estratégias no sentido de recuperar esses índices que nós sentimos. Agora é bom lembrar que o Pacto pela Vida prevê uma meta de redução mensal de homicídios de pelo menos 6%, e em Feira de Santana, apesar desses índices apontarem para a nossa preocupação, nós estamos com índice de redução em relação ao ano passado de 13%. Ontem eu conversei com o nosso delegado coordenador, Roberto Leal, e vamos inclusive nos reunir para avaliar mensalmente, como nós fazemos, e discutir as estratégias. Aliado a isso, nós também temos que trazer em relevância a produtividade, a quantidade de armas que nós apreendemos nesse período e isso também é fruto de um trabalho preventivo. A polícia trabalha incansavelmente, mas o crime de homicídio, que é o crime contra a vida que realmente chama a atenção, ele é muito difícil de ser combatido, principalmente quando ocorre no interior de uma residência. A pessoa que vai cometer o crime, ela planeja com antecedência e espera o melhor momento, e nem sempre a vítima consegue se ausentar daquele ambiente ou perceber que está sendo ameaçada para poder evitar esse momento. Nós também podemos adiantar que no caso do triplo homicídio, que foi o que mais chamou atenção pelo fato de ter vitimado aquela criança, nós passamos algumas informações e discutimos com a Polícia Civil, e a Delegacia de Homicídios já está com suas investigações adiantadas. Eu tenho certeza que em breve nós vamos apresentar esses elementos presos para a sociedade", destacou.

De acordo com o comandante, não é possível descartar a relação dos homicídios com o mundo do crime, principalmente com o tráfico de drogas.

"Nós não podemos descartar porque há muito tempo, não só a Bahia, como também outros estados do Brasil, vem sofrendo com essa questão da influência do tráfico de drogas, e tem outros aspectos que nós temos que levar em consideração, que é a relação de alguns crimes com o sistema prisional. Recentemente vimos aí várias inspeções ou revistas em conjuntos prisionais, onde celulares foram apreendidos. Então muitas vezes, essas pessoas presas se comunicam aqui fora e conseguem praticar os seus intentos. Existe um esforço em conjunto de todos os sistemas de defesa social para que a gente possa frear essa onda de violência momentânea, e como eu disse essa é sazonal. Hoje de manhã me reuni com os comandantes das unidades de Feira de Santana, onde cada um vai desenvolver a sua estratégia com apoio do CPRL, mas na verdade a Polícia continua trabalhando e precisa do apoio da sociedade", destacou.

Ainda segundo o comandante, novas estratégias também serão abordadas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

"Eu visitei o Inspetor Paim, que me recepcionou muito bem e nós conversamos bastante, inclusive na presença das equipes de inteligência, tanto nossa como da Polícia Rodoviária. Discutimos estratégias de que forma podemos o apoiar e ele também participar das nossas operações fazendo as contenções em torno de Feira de Santana. A Polícia Rodoviária Federal vem fazendo um trabalho brilhante, não só no controle do trânsito, mas em atitudes repressivas fazendo importantes apreensões de drogas e de armas. Esse é o conjunto da defesa social e ela funciona com várias engrenagens. A Polícia Militar é uma dessas engrenagens, e nós trabalhamos diuturnamente planejando, ouvindo as pessoas, tentando melhorar esses índices. Neste mês de março, esperamos diminuir estes números", concluiu